


Fecharam-se as cortinas
tragicamente o show acabou
as paredes pintadas de vermelho
denunciam o suicídio do amor
o calor do uísque não aliviou a dor
o frio só aumentava a angustia do fim
o tango de fundo nem um amparo prestou
a única companhia era da maldita solidão
No chão, fotos rasgadas, memórias apagadas
a sala vazia, úmida, escura como nunca
propiciava lembranças de estórias comuns
ora alegres, ora tristes, agora amargas
o perfume das rosas já lhe perturbava
já não adiantava o arrependimento
mesmo sujo, sangrando e urrando
morre célebre e poeticamente o amor.